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Parque Nacional da Serra do Cipó

A exemplo de vários países do mundo, o Brasil instituiu o sistema de Unidades de Conservação (UC) para garantir a preservação de seus recursos naturais. Os parques nacionais foram criados pelo Código Florestal - Lei 4.771, de 15 de setembro de 1965, “com a finalidade de resguardar atributos excepcionais da natureza, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos”.

O processo de criação do Parque Nacional da Serra do Cipó foi iniciado com a criação de uma área de preservação criada pela Lei Estadual 6.605, de 14 de julho de 1975. À época, o parque tinha uma área de 27.600 hectares, compreendendo parte dos municípios de Santana do Riacho, Jaboticatubas e Conceição do Mato Dentro.

Foram os cientistas ligados à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) os principais interessados na preservação deste patrimônio. Já em 1976, eram feitas gestões com o objetivo de transformar a área em parque nacional. A partir de 1978, a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano (CNDU), a Embratur e a Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) começaram o trabalho para delimitar a área do parque e realizar o levantamento para proceder às desapropriações necessárias à criação da UC.
Em 1981, o então Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) instituiu uma comissão que iniciou os estudos para transformar o parque estadual em parque nacional, proposta que foi viabilizada em 25 de setembro de 1984, com a publicação, no Diário Oficial da União, do Decreto nº 90.223, destinando uma área de 33.800 hectares para implantação do parque nacional.

Os principais objetivos da lei são a proteção da flora e da fauna, devido ao seu alto grau de endemismo, a proteção da bacia do Rio Cipó e de seus afluentes, a preservação das cachoeiras e recantos naturais da Serra do Cipó.

Em 30 de setembro de 1987 o governo federal baixou o Decreto 94.984, com o objetivo de finalizar as desapropriações. Em 1989, foi iniciado um plano de manejo, a partir de convênio entre o Ibama, Fundação Pró-Natureza (Pró-natura), White Martins e Fundação Biodiversitas, mas o projeto não se viabilizou por questões técnicas e jurídicas.
Hoje, esta é uma das principais demandas do parque nacional, para garantir uma visitação racional de seus espaços turísticos sem agressões ao meio ambiente, definição de áreas específicas para pesquisas, entre outras açòes. Alguns avanços foram obtidos, como a construção da sede do Ibama e da entrada do parque, hoje dotada de laboratórios e alojamentos para estudantes e pesquisadores.